YOLANDA BOTELHO
EU,YOLANDA
Este "meu" Desassossego...
| Tudo quanto fazemos, na arte ou na vida, é a cópia imperfeita do que pensámos em fazer. Desdiz não só da perfeição externa, senão da perfeição interna; falha não só à regra do que deveria ser, senão à regra do que julgávamos que poderia ser. Somos ocos não só por dentro, senão também por fora, párias da antecipação e da promessa |
| Fonte: "Livro do Desassossego" Fernando Pessoa |
| Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida |
| Fonte: "Livro do Desassossego Autor: Fernando Pessoa |
domingo, 28 de junho de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
AL BERTO ofício de amar
Tenho a companhia nocturna dos animais e a peste
Tenho o grão doente das cidades erguidas no princípio
De outras galáxias, e o remorso.....
.....um dia pressenti a música estelar das pedras
abandonei-me ao silencio.....
é lentíssimo este amor progredindo com o bater do coração
não, não preciso mais de mim
possuo a doença dos espaços incomensuráveis
e os secretos poços dos nómadas
ascendo ao conhecimento pleno do meu deserto
deixei de estar disponível, perdoa-me
se cultivo regularmente a saudade do meu próprio corpo.
Al Berto
terça-feira, 24 de março de 2009
HERMAN HESS
Esta colectânea, compilada por Volker Michels, reúne pela primeira vez todos os contos de Hermann Hesse, desde «Os Dois Irmãos», seu primeiro trabalho em prosa, escrito aos 10 anos. Pequenas histórias cheias de mítico simbolismo, inserem-se no sentido mais genuíno do género narrativo «conto» como efabulação mágica e maravilhosa, a que é costume também chamar «prosa poética». Nestes contos encontra-se latente uma grande parte dos temas que seriam dominantes na obra de Hermann Hesse, prémio Nobel da Literatura em 1946. A experiência de unidade entre o homem e o universo, ou a busca de harmonia do indivíduo no seu confronto com o mundo, que o levariam às fontes da mística oriental, nomeadamente hindu, já se encontram patentes nestas narrativas breves mas, efectivamente e como o título indica, «maravilhosas».
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