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| Nunca feches os teus sonhos numa gaiola.....deixa-os voar. |
YOLANDA BOTELHO
EU,YOLANDA
Este "meu" Desassossego...
| Tudo quanto fazemos, na arte ou na vida, é a cópia imperfeita do que pensámos em fazer. Desdiz não só da perfeição externa, senão da perfeição interna; falha não só à regra do que deveria ser, senão à regra do que julgávamos que poderia ser. Somos ocos não só por dentro, senão também por fora, párias da antecipação e da promessa |
| Fonte: "Livro do Desassossego" Fernando Pessoa |
| Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida |
| Fonte: "Livro do Desassossego Autor: Fernando Pessoa |
quinta-feira, 5 de julho de 2012
terça-feira, 7 de junho de 2011
Querida Yolanda...aqui vai oque tua imagem me fez escrever...Bj
imagem gentilmente cedida por Yolanda Botelho Gosto de saber a origem das lágrimas, quando mas fazem sentir. Gosto de saber a origem da injustiça, quando ma fazem sentir. Gosto de olhar no profundo dos olhos, seja, na sua flor, seja, no seu repúdio. Perante estes olhos, esta máscara, não pergunto, digo. Que bela é a cor da alma, quando tem mesmo cor.
Por: José Sottomayor
segunda-feira, 23 de maio de 2011
LAGO VERDE
Os ventos da alma.....
os ventos puros da alma
sopram fortes, e derrubam
todas as barreiras
que existem...
quando sopram,
abafam sentires,
vontades,
sentimentos banais.
Os ventos da alma levantam-nos do chão.
Livram-nos das linhas
paralelas dos comboios da vida.
Levam num redemoinho
os sinais stop
que nos impõem
e nos turvam a alma....
os ventos da minha alma,
fazem-me remar
contra a maré,
correndo riscos
riscos de parecer diferente,
nas minhas loucuras......
não me importo, resisto.....
sou assim.
Quando o vento acalma,
sinto que ganhei
a serenidade
de me sentir mais eu,
mais próxima dos outros
neste lago verde que é a vida....
onde me revejo,
nele nadam pequenos
peixes vermelhos.....
são os meus sonhos.
YOLANDA
os ventos puros da alma
sopram fortes, e derrubam
todas as barreiras
que existem...
quando sopram,
abafam sentires,
vontades,
sentimentos banais.
Os ventos da alma levantam-nos do chão.
Livram-nos das linhas
paralelas dos comboios da vida.
Levam num redemoinho
os sinais stop
que nos impõem
e nos turvam a alma....
os ventos da minha alma,
fazem-me remar
contra a maré,
correndo riscos
riscos de parecer diferente,
nas minhas loucuras......
não me importo, resisto.....
sou assim.
Quando o vento acalma,
sinto que ganhei
a serenidade
de me sentir mais eu,
mais próxima dos outros
neste lago verde que é a vida....
onde me revejo,
nele nadam pequenos
peixes vermelhos.....
são os meus sonhos.
YOLANDA
domingo, 22 de maio de 2011
A amizade nasce de um sorriso sincero, cresce aos poucos, e quando estimada fica impossível de não tê-la mais.
A amizade é tão forte como o brilho do sol, tão grande como a lua, tão admirada como a paisagem mais bela.
A amizade cobiça fielmente a sinceridade, alimenta a cumplicidade e devora a alegria.
A amizade é algo indecifrável, como... uma língua sem tradução.
Amizade é presente mas belo que podemos receber de alguém, é a compreensão dos sonhos.
Ser amigo é ter prestígio, ter conceito de companheirismo, benevolência perfeita.
A amizade é dotada de compreensão completa, e de felicidade.
Obrigada a todos meus amigos, por povoarem o jardim da minha vida, ainda que muitos de vocês, sejam apenas virtuais… mas habitam todos no meu coração!...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
AREIA
E a areia escorre-me
por entre os dedos....
não ,não deixarei
que as minhas lutas,
os meus pensamentos,
escorram também assim....não,
eu sou de pensar,
de abrir o meu peito
e mostrar o coração...
sou de mostrar lágrimas,
mostrar risos....
mostrar dor
sou humana....
sou dos sonhos,
do mar
da liberdade
da força,
da vida,
sou criança e mulher.....
como uma criança acredito,
e como mulher
passo para lá dos medos,
das fronteiras,
deixem-me ser do pensar,
que tenho um coração
para amar
quem me aceitou e ama como sou....
quero ver para lá do infinito,
rodopiando sem fim....
e a minha saia roda,
e eu esqueço-me de mim.....
neste mundo que quero, e tenho, e sou, e sinto.
E assim será, porque é minha vontade.
As minhas mãos já não mexem na areia,
estão quietas no meu regaço.....
e olho o mar.....
YOLANDA
por entre os dedos....
não ,não deixarei
que as minhas lutas,
os meus pensamentos,
escorram também assim....não,
eu sou de pensar,
de abrir o meu peito
e mostrar o coração...
sou de mostrar lágrimas,
mostrar risos....
mostrar dor
sou humana....
sou dos sonhos,
do mar
da liberdade
da força,
da vida,
sou criança e mulher.....
como uma criança acredito,
e como mulher
passo para lá dos medos,
das fronteiras,
deixem-me ser do pensar,
que tenho um coração
para amar
quem me aceitou e ama como sou....
quero ver para lá do infinito,
rodopiando sem fim....
e a minha saia roda,
e eu esqueço-me de mim.....
neste mundo que quero, e tenho, e sou, e sinto.
E assim será, porque é minha vontade.
As minhas mãos já não mexem na areia,
estão quietas no meu regaço.....
e olho o mar.....
YOLANDA
Passando
Passando
e todos os dias queria
e não conseguia.
Era uma força maior,
dessas forças
como ondas do mar,
ou vendavais....
e eu queria....
mas ia andando,
vendo,
sentindo,
imaginando,
não pensei na diferença.....
essa diferença que mata e corrói
essa força oposta.
A força,
das chaves trocadas
de propósito,
para não se abrirem as gavetas da alma,
esse líquido, chamado cinismo,
que escorre e queima com desdém
tudo que é autêntico,
tudo que se desejaria ser e não se é.
As folhas calcadas e as andorinhas,
mortas à pedrada...
que voluntariamente
se cravam no coração
dos outros.....
não pensei na diferença....
não pensei.
Conversas desdenhosas,
desencantadas e patéticas
com seres ainda mais patéticos.
Ia passando e vendo
e todos os dias queria
e não conseguia .....
cortar,deixar....
até que tu,de quem nem sequer
sei o nome,
me ofereceste
o caderno....
Aí vinha a minha história escrita,
e uma página marcada com uma rosa,
onde podia ler-se toda a história da diferença
entre o bem e o mal.
Yolanda
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
este poema foi-me oferecido pelo meu amigo Casimiro de Brito
Amo-te. Basta-me um pássaro,
uma árvore
para me transportar ao jardim
de ti — um livro, uma palavra, o peso
do silêncio
para me levarem ao poço de ti,
aos teus olhos que ofuscam
o cristal da manhã; à tua boca
aproximando-se da minha pele
como se regressasse a casa.
Cantar-te é desfazer o nevoeiro da minha vida,
desfiar uma chama, ardendo lenta,
que não se via. E basta-me um vinho
ou a tua língua,
ou a memória dela
para que em mim disparem águas
trémulas — ainda são ¬— e por isso
quando te amo
sou um pouco essa montanha que tece com o vento
uma combustão muito lenta muito paciente
como se todo o fulgor da vida
se concentrasse nos vales e nos rios do teu corpo
inesgotável. Amo-te. Basta-me
um sorriso para que se abram
veias adormecidas — um gemido,
e entro em fontes como se delas
nunca tivesse saído. Águas distantes
que me inundam.
uma árvore
para me transportar ao jardim
de ti — um livro, uma palavra, o peso
do silêncio
para me levarem ao poço de ti,
aos teus olhos que ofuscam
o cristal da manhã; à tua boca
aproximando-se da minha pele
como se regressasse a casa.
Cantar-te é desfazer o nevoeiro da minha vida,
desfiar uma chama, ardendo lenta,
que não se via. E basta-me um vinho
ou a tua língua,
ou a memória dela
para que em mim disparem águas
trémulas — ainda são ¬— e por isso
quando te amo
sou um pouco essa montanha que tece com o vento
uma combustão muito lenta muito paciente
como se todo o fulgor da vida
se concentrasse nos vales e nos rios do teu corpo
inesgotável. Amo-te. Basta-me
um sorriso para que se abram
veias adormecidas — um gemido,
e entro em fontes como se delas
nunca tivesse saído. Águas distantes
que me inundam.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
prosa de um amigo
Junto ao muro, num canto do jardim, discreta, a árvore cresce. Gira o sol no céu, movem-se as sombras em direcções opostas. Ninguém sabe em que direcção se movem as raízes: talvez minando o muro, talvez a caminho do centro. Quando o jardineiro se dirige a caminho da árvore, não sabe se, secretamente, não terá vindo a árvore já em silêncio ao seu encontro.
(José Alberto Machado)
(José Alberto Machado)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A CONCHA
"A minha casa é concha.Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fachada de marés, a sonhos e lixos.
...O horto e os muros só areia e ausência.
Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal e os santos esboroou nos nichos.
E telhados de vidro e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta ao vento, as salas frias.
A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória."
Vitorino Nemésio
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
BANCO VERMELHO
E mais uma vez,
volto para a névoa
dos meus pensamentos
como uma janela que bate.
Caio na solidão
acompanhada....
por todas as dúvidas,
por todos os silêncios,
como uma estação
abandonada,
de onde partiram
muitos comboios
mas onde nunca nenhum chegou.
Sentada num banco vermelho,
espero, envolta na beleza
que sei que espalho.
Sou o espelho partido da lembrança
eternamente só....
porque deslumbrando ,firo,
a quem se aproxima, mansamente,
sem trazer mais nada
senão uma rosa na mão
para me oferecer.
Sentada neste banco vermelho que é a vida....
ainda espero....a rosa,
a mão estendida.
YOLANDA
volto para a névoa
dos meus pensamentos
como uma janela que bate.
Caio na solidão
acompanhada....
por todas as dúvidas,
por todos os silêncios,
como uma estação
abandonada,
de onde partiram
muitos comboios
mas onde nunca nenhum chegou.
Sentada num banco vermelho,
espero, envolta na beleza
que sei que espalho.
Sou o espelho partido da lembrança
eternamente só....
porque deslumbrando ,firo,
a quem se aproxima, mansamente,
sem trazer mais nada
senão uma rosa na mão
para me oferecer.
Sentada neste banco vermelho que é a vida....
ainda espero....a rosa,
a mão estendida.
YOLANDA
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